Atrevimento. Essa é a palavra. É somente o necessário para mudar, para quebrar um paradigma e provocar uma mudança.
Não está entendendo? Vou explicar.
Segundo o dicionário Michaelis:


atrevimento
a.tre.vi.men.to
sm (atrever+mento2) 1 Ação de atrever-se; afoiteza, arrojo, audácia, intrepidez, ousadia, temeridade. 2 Insolência, petulância.
petulante
pe.tu.lan.te
adj m+f (lat petulante) 1 Imodesto, ousado. 2 Desavergonhado, insolente. 3 Impetuoso, vivo.
Repare na palavra grifada e em negrito. Quando foi a última vez que você fez algo diferente? Quando foi a última vez que se sentiu vivo?
Essas duas definições muitas vezes são usadas por candidatos para se descreverem às empresas porque elas soam bem, mas você já se identificou alguma vez com algumas dessas palavras em sua vida?
Não vejo a petulância como algo antagônico. Acho que todos deveriam aprender a ser petulantes e mais atrevidos. O atrevimento não condiz com desrespeito, mas sim com arriscar. ARRISQUE-SE. Pode ser algo pequeno, pode ser algo grande; a questão é: o que você seria capaz de fazer para mudar a sua vida?
Você largaria seu atual emprego depois de anos para tentar algo novo que descobriu amar?
Você largaria sua rotina em troca do indefinido? Algo que te faça se sentir vivo?
Pois é, você diz que sim, mas na realidade a resposta é não.
Siga o planejado e a Fortuna cuidará de que comam sua rainha e joguem suas duas torres para fora do tabuleiro. Sábio Maquiavel que, há muitos anos, disse que o homem não pode controlar o futuro, o tempo e as probabilidades, mas ele pode se precaver para, caso haja algum imprevisto, esse o injurie o menos possível. O fato é: Nada sai como realmente planejamos. Em algum momento uma variante nova surgirá e mudará todo o contexto e você, o que fará? Vai se arriscar?
Não, não vai! Algumas vezes as pessoas deveriam pensar menos e arriscar mais, voar mais alto. Elas param para refletir e abrem espaço para e os “Se’s” e o medo, esquecem que o futuro de todo jeito é improvável. Preferem a ilusão de que nada mudará ou mudará conforme suas regras e imposições.
Aqui abro um parêntese, não consigo pensar em como concluir esse texto; em minha cabeça passa um turbilhão de idéias, de situações, de julgamentos. Estou há mais de 20 minutos pensando e não vejo uma conclusão. Talvez não haja. Talvez não possa ser exteriorizada, apenas está em cada um. É a diferença entre protelar (palavra que eu odeio) e agir. É a diferença daquela pessoa que desiste na hora de pular, daquela pessoa que não cruza a linha; e daquela que se atreve, se arrisca. Aqui fecho o parêntese.
Pessoas todos os dias perdem um futuro melhor pelo medo de tentar, de mudar. Digo isso com convicção porque a maioria das vezes que me arrisquei ou fiz alguma loucura tive um retorno inesperado. Uma ótima mudança, algo que o temor quase me fez perder! Pude conhecer pessoas únicas, maravilhosas, e viver situações estranhas, diferentes, boas, ruins, incomuns!
Quando quebrar a cara, não desista. Persista!
Faça valer cada momento, pois o futuro você não pode prever. Não importa como; mas podemos ficar satisfeitos por termos feito nosso melhor. Por sermos sinceros com nós mesmos.
Pense menos, aja mais. Errar é humano, não existem quase erros que não possam ser consertados ou perdoados. O maior erro que você pode cometer é o de não tentar e mentir para si mesmo que não havia jeito!
Uma onda se forma no mar, em algum momento, e ela vem em direção a terra; em sua direção, contra você. Ela chega até a areia e volta para o mar. Some. Mas por toda a extensão onde ela passou nada mais é o mesmo. A onda passa e modifica tudo. Posição dos caramujos, da areia, de tudo. Você não tem como impedir a onda.
O que é atrevimento e petulância? É você surfar essa onda.